ESPAÇO CATÁRTICO por Eline Deccache Maia


NO OLHO DO FURACÃO

 

Tem momentos que a vida não faz nenhum sentido, que parece que está tudo de cabeça para baixo. Perdemos as referências, o significado das coisas e, pior ainda, às vezes a dor é tão intensa que parece que o ar vai nos faltar.  Estamos no olho do furacão, acreditando piamente que não vamos sobreviver. Daí o furacão se aquieta e a tempestade passa, olhamos a paisagem e tudo ao redor está destruído, sobrando apenas destroços. É neste momento que percebemos que sobrevivemos e que, magicamente, somos tomados de uma força de reconstrução. Saímos catando os caquinhos daquilo que fomos para ser possível recuperar e reconstruir aquilo que seremos. Vamos descobrindo que detemos  uma força interior jamais suposta.  

A vida parece ser cíclica, nos fazendo passar por uma sucessão de tempestades e bonanças, até compreendermos, ou ao menos nos resignarmos, que a dinâmica da vida é essa. Não conheço ninguém muito preparado para viver o período furacão da vida, apenas aqueles que têm “espírito bombeiro” de ser. É aquela pessoa que vai acalmando as outras e tentando fazer amenizar os estragos. Outras se desesperam de tal forma que parece aliada do furacão ao tornar tudo muito pior.  Que difícil saber o que e como fazer em momentos assim. Não existem manuais de sobrevivência a seguir, aprendemos aos trancos e barrancos, mas uma coisa é certa: somos muito mais fortes do que supomos e a bonança vem em seguida. E assim, seguimos vivendo...

 



Escrito por Deccache às 10h41
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